Veja sem rodeios.
Uma das coisas mais frustantes na vida de um estudante de filosofia é sem dúvida a dificuldade de conciliar os estudos com a vida. Como se sabe, é um curso que pressupõe uma grande dedicação à leitura. O número de manuais e comentários é inversamente proporcional ao aprendizado, então somos sempre motivados e cobrados no quesito: ler os textos nas fontes. Por conta disso, acabamos sempre levando mais tempo para apreender as conclusões, pois também é fundamental ler as premissas, apreender o caminho argumentativo, analisar as possibilidades lógicas, aprender a resconstruir esse caminho de traz para frente e vice-versa.
E o que isso tem a ver com uma conciliação com a vida?
É simples, a vida não esperar voce estudar as premissas das decisões que tomamos todos os dias. Em geral, trabalhamos com a falsa impressão de que tudo deve estar em stand by pronto para ser usado a qualquer hora e qualquer momento. Nada a ser discutido. Nada a ser questionado. É pegar a conclusão e mandar ver.
Quando voce entra para essa história de estudar filosofia, é preciso fazer o tempo parar. E afirmações que outrora voce poderia fazer sem peso de consciência numa conversa de bar, parecem, agora, ter tantos pressupostos e premissas a serem pré-definidas que qualquer conversinha, acaba virando um grande, complicado, cansativo, desmotivante, e sem sentido diálogo.
Agora, com essa pequena imagem das dificuldades que tentei criar aqui, tente agora imaginar como se sente um estante de filosofia ao assistir programas de tv, ao acompanhar as conversas de bar com os amigos e colegas, ao ler um jornal, e principalmente ao ler um revista: acredite, em alguns momentos, existe uma sensação de frustração misturada com impotência.
Esses dias, li uma matéria de mais ou menos 12 páginas da revista VEJA abordando “educação” no brasil. Optei por usar aspas porque numa primeira leitura educação parece apenas ser pano de fundo de uma velha e chata discussão política. Ao contrário dos que não lêem a VEJA por princípios, eu me sinto por princípio, na obrigação de ler, para minimamente tentar diminuir o estrago e alienação que alguns textos de jornais e revistas criam junto às pessoas, seja ingenuamente ou propositadamente. É preciso saber que coisas as pessoas leram para poder aletar e levantar algumas dúvidas e se possível uma discussão.
Infelizmente, o que mais pega nessa hora é o problema de achar tempo para sentar ler as matérias, e traçar algumas observações e críticas. Acredito que, enquanto estudantes de filosofia, o mínimo que poderíamos fazer seria realizar a crítica dessas matérias. Agora, é preciso entender que criticar um texto é mais do que manifestar uma opinião contrária as opiniões pertinentes ao texto em questão. Quero dizer, o que importa fundalmentalmente não é mostrar que existem pessoas mundo a fora que não concordam com esta ou aquela tese: isso sempre deve ser pressuposto. No caso em questão, acho que é simples e muito útil mostrar os problemas existentes na argumentação assim como falácias e retóricas sofistas que infelizmente impregnam alguns textos.
Alguns podem dizer que isso é algo realmente tão simples de se fazer que fazê-lo parece até sem sentido. Outros vão dizer que estes textos por estarem em revistas que não tem como principal objetivo uma argumentação rigorosa e eficiente, não podem dar conta disso e tem apenas a função de informar. Acho que neste último caso mora um problema. Isto é, é preocupante que revistas que não possuem um critério e rigor argumentativo, acabem transmitindo valores e teses totalmente mal construídas para leitores que acabam não sendo apenas informados, mas infelizmente doutrinados.
Outros podem dizer que estaria eu subestimando a capacidade dos leitores de tais revistas de poder de análise e crítica, transformando-os em meros cordeiros esperando para a tosa. Respondo que rejeito tal possibilidade. Pelo contrário, é preciso contar com a análise crítica e capacidade racional do leitor justamente para que uma crítica feita por mim ou por qualquer pessoa possa semr compreendida e passe longe de um processo de re-doutrinação. O que confesso que as vezes pode acontecer, é que, um leitor ou outro, possa fazer uma leitura menos atenta. Mas nada que não seja recuperável.
E o que isso tem a ver com uma conciliação com a vida?
É simples, a vida não esperar voce estudar as premissas das decisões que tomamos todos os dias. Em geral, trabalhamos com a falsa impressão de que tudo deve estar em stand by pronto para ser usado a qualquer hora e qualquer momento. Nada a ser discutido. Nada a ser questionado. É pegar a conclusão e mandar ver.
Quando voce entra para essa história de estudar filosofia, é preciso fazer o tempo parar. E afirmações que outrora voce poderia fazer sem peso de consciência numa conversa de bar, parecem, agora, ter tantos pressupostos e premissas a serem pré-definidas que qualquer conversinha, acaba virando um grande, complicado, cansativo, desmotivante, e sem sentido diálogo.
Agora, com essa pequena imagem das dificuldades que tentei criar aqui, tente agora imaginar como se sente um estante de filosofia ao assistir programas de tv, ao acompanhar as conversas de bar com os amigos e colegas, ao ler um jornal, e principalmente ao ler um revista: acredite, em alguns momentos, existe uma sensação de frustração misturada com impotência.
Esses dias, li uma matéria de mais ou menos 12 páginas da revista VEJA abordando “educação” no brasil. Optei por usar aspas porque numa primeira leitura educação parece apenas ser pano de fundo de uma velha e chata discussão política. Ao contrário dos que não lêem a VEJA por princípios, eu me sinto por princípio, na obrigação de ler, para minimamente tentar diminuir o estrago e alienação que alguns textos de jornais e revistas criam junto às pessoas, seja ingenuamente ou propositadamente. É preciso saber que coisas as pessoas leram para poder aletar e levantar algumas dúvidas e se possível uma discussão.
Infelizmente, o que mais pega nessa hora é o problema de achar tempo para sentar ler as matérias, e traçar algumas observações e críticas. Acredito que, enquanto estudantes de filosofia, o mínimo que poderíamos fazer seria realizar a crítica dessas matérias. Agora, é preciso entender que criticar um texto é mais do que manifestar uma opinião contrária as opiniões pertinentes ao texto em questão. Quero dizer, o que importa fundalmentalmente não é mostrar que existem pessoas mundo a fora que não concordam com esta ou aquela tese: isso sempre deve ser pressuposto. No caso em questão, acho que é simples e muito útil mostrar os problemas existentes na argumentação assim como falácias e retóricas sofistas que infelizmente impregnam alguns textos.
Alguns podem dizer que isso é algo realmente tão simples de se fazer que fazê-lo parece até sem sentido. Outros vão dizer que estes textos por estarem em revistas que não tem como principal objetivo uma argumentação rigorosa e eficiente, não podem dar conta disso e tem apenas a função de informar. Acho que neste último caso mora um problema. Isto é, é preocupante que revistas que não possuem um critério e rigor argumentativo, acabem transmitindo valores e teses totalmente mal construídas para leitores que acabam não sendo apenas informados, mas infelizmente doutrinados.
Outros podem dizer que estaria eu subestimando a capacidade dos leitores de tais revistas de poder de análise e crítica, transformando-os em meros cordeiros esperando para a tosa. Respondo que rejeito tal possibilidade. Pelo contrário, é preciso contar com a análise crítica e capacidade racional do leitor justamente para que uma crítica feita por mim ou por qualquer pessoa possa semr compreendida e passe longe de um processo de re-doutrinação. O que confesso que as vezes pode acontecer, é que, um leitor ou outro, possa fazer uma leitura menos atenta. Mas nada que não seja recuperável.
Enfim, tendo dado uma boa enrolada para dizer afinal de contas o que pretendo fazer, encerro este post com a promessa de realizar um pouco do que acima expliquei em algumas passagens obscuras do texto sobre educação da edição de 20/08/08 da acima citada revista.
Setembro 28, 2008 às 2:25 pm
Hum… interessante, vou dar a minha opinião no meu blog!
Outubro 4, 2008 às 9:13 pm
seu texto é mais chato que o da Veja!!!
R: Olá Caio. Primeiramente, obrigado pelo comentário. Confesso que não é frequente comentários no meu blog, e por conta disso, peço desculpa, caso não responda como em geral os blogueiros respondem.
Sobre o seu comentário, só posso concordar com você: meu texto é tão chato quanto o da Veja. Mas, de forma alguma meu objetivo é ser legal. Tenho um dificuldade grande para escrever textos que não são chatos. QUASE sempre, meus textos legais cativam muitos leitores mas não fazem o menor sentido. Espero que, mesmo sendo mais chato que o texto da Veja, ele tenha conseguido levantar uma questão acerca da qual voce possa se manifestar a favor ou contra o texto. Caso nem isso meu texto tenha possibilitado, fique à vontade para dizer.
Abraços
Tennessee