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Arquivo para Junho, 2008
Acerca da Natureza
Posted in Sérios com as tags ecologia, filosofia, natureza on Junho 17, 2008 by tennesseecps
Em dias de extremo frio, num período entendido como inverno que até poucos dias atrás nem de longe parecia inverno, sou levado a pensar sobre a natureza. Quantas e quantas ações tomamos nas últimas décadas a ponto de modificar de pouco em pouco os ciclos naturais? Não posso deixar de pensar que a não a filosofia, mas uma postura filosófica seria de grande ajuda para conscientizar e incutir atitudes de respeito e cuidado para com a natureza. Uma das primeiras razões e talvez a de maior efeito é imaginar que as queimadas, desmatamento, extinções de espécies são ações que trazem sempre efeitos a longo prazo. Nada mais filosófico! O filósofo, em seu exercício, é um indivíduo que assume uma postura na qual tenta interpretar fatos e construir sistemas explicativos que justamente levam em consideração essa tão discutida relação de causa-efeito a longo prazo. Felizmente, ou infelizmente, o objeto ao qual o filosófo se dedica não é diretamente a natureza. É claro, que é sempre possível dizer que o objeto do filósofo é tão originário que suas discussões e conclusões influenciam todo o resto, e por tabela também a natureza. Outros, por sua vez, afirmariam que o filósofo se isola tanto discutindo seus objetos originários que acaba se perdendo, ou causando uma dificuldade aos indivíduos que estão por aqui tentando entender e proteger a natureza. Tal crítica é suficiente para me desculpar caso eu não possa dizer no que o filósofo pode contribuir para discussão.
Mas, pensando bem, acho que a crítica feita ao filósofo também pode ser de alguma forma, algo que nos leve a uma reflexão acerca da natureza. Pois a partir de um distanciamento entre a filosofia e o mundo, se assim posso dizer com as devidas ressalvas, é possível perceber que muitos indivíduos também desenvolveram uma postura de exarcebada distância da natureza. Como se a natureza está em tudo? Simples. Se voce cresce sendo educado de forma a achar que morar na cidade e fora da natureza, é muito fácil não perceber que existe todo um conjunto de sistemas ao qual voce pertence e que se utiliza diretamente de recursos da natureza para garantir a voce condições para viver. Para alguns a fórmula é simples, mas a solução é complexa. Se é fato que numa analogia podemos dizer que florestas(recursos naturais) são derrubadas e queimadas para gerar energia (condições de vida), podemos dizer que sobrevivemos dos recursos naturais, ou melhor, queimamos os recursos naturais para sobreviver. Se radicalizamos tal ponto, podemos dizer que quando acabarmos com os recursos naturais, estaremos decretando nosso fim. Nada mais justo, acredito eu. O detalhe é que essa é a equação simples. De fato, é necessário acrescentar outras variáveis e relações nesta equação: antes do nosso fim, durante o processo de queimar os recursos naturais para viver, não podemos esquecer que, estes recursos naturais fazem parte de um equilíbrio natural que existe a milhões de anos, e que naturalmente, quando usamos os recursos naturais, e não repomos, causamos um desequilíbrio na natureza. É possível pensar que podemos chegar ao fim mais por conta do desequilíbrio que causamos do que pela total utilização dos recursos naturais. Ambos são motivos para um fim, mas o desequilíbrio vem por primeiro. Por tal, existem aqueles que acreditam que uma boa solução seria a renovação dos recursos naturais: “para cada árvore derrubada, plantamos mais e assim por diante”. A essa opção, direcionam-se críticas dizendo que mesmo que isso seja possível com recursos naturais renovavés, tal solução não daria conta dos não-renováveis, tornando-a uma solução totalmente ou parcialmente ineficaz, pois além de não solucionar nada em relação aos não-renováveis, o tempo de renovação para árvores, por exemplo, não seria proporcional ao tempo que levamos para consumí-las. Outra solução prega a preservação da natureza de modo que deixemos intocáveis reservas enormes de recursos naturais de modo a preservar o equilíbrio natural. É claro, que tal solução apesar de parecer justa para com a natureza, é num primeiro momento injusta para indivíduos que acreditam piamente que sem aqueles recursos naturais surgiria uma escassez de alimentos e etc. Ok, sigamos para outra: Podemos tentar substituir os recursos naturais o máximo possível por recursos que podem ser produzidos sem os recuros naturais: alguém acha isso possível? Bom, os homens sempre foram bom em ver isso. Ok, a possibilidade de soluções é infinita, mas, aqui acho que podemos filosoficamente dizer que todas as soluções possuem um ponto em comum: todas as soluções são viáveis apenas, e somente se os indivíduos aceitarem que elas e a natureza dependem de uma revisão no modo de vida atualmente levado. E mais do que isso, hoje muitas pessoas já são conscientes disso, o bixo pega na hora de ter que pensar em mudar o modo de vida. Imagino que pensar no modo de vida que cada indivíduo leva, e como essa ou aquela vida depende de recursos extraídos loucamente da natureza é algo muito complexo, mas hoje, qualquer indivíduo minimamente razoável não pode negar essa relação. Mas, é fato também que se começarmos a refletir de modo a cortar de nossas vidas coisas que consumimos e que são produzidas a partir de recursos naturais, não vai sobrar muita coisa. E olha que isso toca um âmbito do consumo, quero dizer, existem outras formas de chegar a esse assunto. Por exemplo, o modelo econômico historicamente se sustenta na utilização de recursos naturais. Cada nação tem seus ministros que estão ali apenas para estudar suas reservas energéticas. Cada pais cuida do que é seu, de modo a explorar da melhor maneira possível. Nesse sentido, temos aqui uma individualização do problema de modo que queremos tratar particularmente problemas que nos afetaram de modo universal: efeito borboleta.
Bom, parando por aqui, mas sempre deixando as idéias em aberto, acredito que é importante discutir natureza, mas entender que no fundo o foco da questão é discutir nosso modo de vida, discutir o que queremos, se queremos e nos dispor a fazer concessões.
E só mais uma coisa para cutucar. Comecei este texto com base na crítica que fazemos aos filósofos que se distanciam da vida procurando dar explicações a fatos que parecem muito distantes do mundo. A crítica, a meu ver é válida, mas o que acontece quando o filósofo se vira ao homem comum, e lhe diz que este, procurando soluções para a natureza, esquecer de recorrer a recursos de pensar a curto e a longo prazo assim como um bom filósofo o faz. Quero dizer se faltam filósofos ao mundo, é talvez porque o homem comum não faz questão de realmente pensar a questão de modo a solucioná-la essencialmente, em oposição a soluções parciais e de curto prazo, que só escondem problemas que ficarão para as gerações seguintes.
Jogando video game.
Posted in Bobagens com as tags playstation2, ps2, video-game, yakusa on Junho 16, 2008 by tennesseecps
Resultado, o domingo que é sempre um dia ótimo para relaxar viro um dia dividido entre tranquilidade e depressão.
Mas, este domingo foi recheado de video game. Remexendo uma das disqueteiras cheias de cd´s que ficam aqui pela sala junto ao dito cujo playstation 2, achei um tal de yakusa. O começo foi meio chato. Muitos e muitos pequenos videos intercalados por “loading now”… Com, o passar to tempo, acho que entrei na história, e o jogo ficou interessante. Quando parei de jogar, 5 horas depois, só restou a vontade de continuar jogando, mas a dor de cabeça me lembrava constantemente que era hora de parar.



